sementes de casca grossa, amontoadas em pequenos e infinitos canteiros, semeadas ao gosto do acaso, tornamo-nos capazes de iniciar nosso processo de emergir da dormência. cada semente apenas poderá ser acordada pela própria luz interior e, iniciado o processo, a existência assume fluidez tal, nunca antes experimentada pela ativa consciência que a experiencia. não existem métodos de influência externa no processo. este somente ocorre a partir de mecanismos internos à semente.
brotamos pelo céu da boca. a sensação é de uma grande pressão no palato, seguido de um profunda vontade de abrir-se, partir-se ao meio, deixar que a luz seja liberada e ilumine os escuros caminhos das existências que nos cercam.