Após dias de muita angústia, insatisfação, carência e mal estar psicológico, ontem entrei num tipo de catarse: muita culpa pelas palavras proferidas, pelas decisões tomadas, pelas escolhas feitas. UMa clareza de raciocínio me mostrando verdades que eu não gostaria de ver, que me trazem responsabilidades que não gostaria de asumir... Uma sensação que não me lembro de ter sentido antes... um aperto, como que uma dó, um pesar por diversos dos seres que circulam meu universo... Como se eu tivesse, em minhas relações, atacado todos eles, sido implacável em ações tolhedoras e/ou chantagistas. Catalisada por droguinhas cotidianas, o pesar tornou-se um sofrimento bem na boca do estômago e também no peito, principalmente no coração. Não consegui derramar uma lágrima. Somente me revirei na cama buscando uma posição onde essa sensação incomodasse menos.
As 06:30 da manhã consegui dormir. Comecei a ter sonhos bons, como que de um futuro legal, mais ensolarado, digamos. Um dia fresco, de brisa, em um dos meus lugares oníricos permanentes: abaixo da quadra onde moro, no meio do cerrado, virando uma rua lá em baixo, chegou no mar. É um mar inacessível, sem praia, quase que um cenário. Mas é um lindo cenário. Enfim, após acontecimentos gostosos, leves e silenciosos, eu começo a me movimentar com tamanha leveza, como que tendo a gravidade diminuido, e saio andando em uma rua cheia de verdes e flores, em pulinhos leves, lentos, cada vez mais leves... estou prestes a voar...
Acordo com a sensação de paz e leveza do sonho, a qual mantenho até o momento.
Essa noite eu sonhei com a esperança...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
E eu aqui, pensando... que pensar demais continua sendo um motivo de desvalorização do indivíduo enquanto objeto de desejo sexual... como é 'brochante' uma mulher que pense demais... as chatas... comumente vistas como lésbicas... de fato, pensar demais nos traz um sério problema com os homens... não dá pra pensar nisso tudo e ainda ser a mulézinha de um macho prepotente e, muitas vezes, menos inteligentes que nós. quando nos apaixonamos, ficamos irracionais, burras, sorridentes... acaba a paixão e nos perguntamos: que diabos eu tava fazendo mermo? ser mulher é um saco... se tiver reencarnação, quero vir um macho. desses legais, sensíveis, que gostam de mulher e que têm pau grande.
Tô querendo falar sobre uma coisa, mas não identifico bem qual é essa coisa...passa pela dificuldade que é ser mulher, mas passa principalmente pela estrutura de poder que nos traz tantas obrigações e tão poucos benefícios... passa pela injustiça orgânica que sofremos, com nossos corpos reprodutores... e nós tentamos, criamos artifícios, saídas estratégicas, comportamentos para nos sentir mais indivíduos. e conseguimos... um pouco, às vezes, com ressalvas... acho que queria falar sobre a marginalidade inerente à mulher.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
estar sozinha, por mais que nao seja opção neste momento, é a melhor saída para que esta noite acabe bem. lua cheia, período fértil, um amor distante... volúpia contida, transformada em moleton e cabelo mal preso. vontade de vestido, rímel, salto e cigarros charmosos... bebida paga por um interessante e desinteressado objeto de desejo... satisfações da vaidade e, quem sabe?, do corpo... mas deixo isso tudo para as outras, as não-amadas, as livres e libertinas mariposas, pintadas de negro e cinza, forjando a segurança de um grande vertebrado, porém, sendo fatalmente atraídas pelo brilho. ai... quem me dera permitir-me a mariposa. sair só de casa, 01h da manhã, fumando e bebendo uma vodka ruim. encontrar o mais proibido dos pretendentes, fazer-me vítima e usurpadora... gastar o corpo e seus flúidos, pecar contra o grande deus amor. fazê-lo saber: ainda sou mais eu. voltar pra casa desmantelada, bambeando no corpo e na idéia, temendo o dia que se segue, pronta para a redenção ao pouco zeloso e tão proibitivo deus.
furacões
em meio a furacões diversos, percebo o valor da individualidade. da possibilidade de deixar todos os problemas alheios, mesmo os que me afetam, e me sentir apta a desenvolver minhas capacidades. Pensando em dinheiro, em satisfações diárias, na maioria das vezes, compradas, ligadas ao mundo material. há a espiritualidade, por certo, mas esta, para mim, muito mais se satisfaz quando depositada sobre a natureza, sobre as forças galácticas indomáveis, sobre o fluxo de matéria/energia que se faz cabal. não quero um anjo para me salvar, não quero um demônio para me divertir... quero apenas um rio que me lave a alma... me lave a alma...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Ensaio sobre a covardia
Ser covarde é criar m email fake para criar um blog.
O blog já não é um fake de uma real criatura?
Já não é um recorte?
Pois eu preferi a covardia do anonimato a fazer um recorte bonito e insatisfatório.
O blog já não é um fake de uma real criatura?
Já não é um recorte?
Pois eu preferi a covardia do anonimato a fazer um recorte bonito e insatisfatório.
Ensaio sobre a ferocidade
Uma fera domada:
Um sonho esquecido;
um mudo aparelho de som;
uma vida em solidão.
Um sonho esquecido;
um mudo aparelho de som;
uma vida em solidão.
Poesia?
Estilhaço
Fervo.
Sirvo.
Varro o barro.
Bipo...
Probo!
Provo:
Próprio engodo.
Estilhaço.
Este laço fez-se em nós.
Fervo.
Sirvo.
Varro o barro.
Bipo...
Probo!
Provo:
Próprio engodo.
Estilhaço.
Este laço fez-se em nós.
Desvirginando-me
Perder a virgindade no universo da publicação é foda. Em meio a uma madrugada de terça-feira, embriagada, escrevendo a mão trocadilhos bobinhos sobre o 'viver', me peguei com coragem suficiente para criar um email novo, que ninguém reconheceria nem jamais poderia deduzir quem sou e abrir uma página para botar pra fora as bolas de pelo que acontecem de quando em quando em quando em quando...
Enfim, apresento ao universo paralelo, minhas anônimas e covardes poesias.
Que desfrutem o que por aqui passarem.
Enfim, apresento ao universo paralelo, minhas anônimas e covardes poesias.
Que desfrutem o que por aqui passarem.
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