sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
não sei o que é. seria o maldito inferno astral? ou será o retorno de saturno tornando as coisas tão difíceis que a interpretação alheia de uma tentativa de aproximação é vista como agressividade? ou será que é a minha essência? bélica, frai-ki indissociável, prestes a partir para um outro mundo onde a guerra faz sentido.
juro que não tenho resposta... talvez a alternativa correta seja a TAA: todas as alternativas anteriores... eu sei que exagero de quando em quando e que também não sou uma pessoa fácil e dócil. mas tem coisa que não consigo engolir... são grosserias, babaquices que não se diluem no meu espectro de aceitável ou compreensível, que é bem amplo. questões pontuais que me demonstram que o problema talvez esteja em mim: a minha incapacidade de obter respeito. minha natureza apolítica e relativista me torna uma pessoa não-respeitável. humilhável, descartável, não-confiável... eu tenho vergonha de mim e ao mesmo tempo tenho todo o orgulho. eu sei que quem me aponta não é melhor do que eu. o mundo espera o comportamento padrão e esse não me diz respeito. os padrões, deixo aos apadrinhados. eu não tenho pai nem padrinho nem patrão. tenho a mim mesma e a minha fé, minhas mutantes convicções.
pela grosseria, verto. fruto daquela feridinha no envólucro dos gêmeos bagos ego e orgulho: a vergonha. minha reflexão, não dou, somente empresto. como um bumerangue, vai conferir o que se passa e volta. nesse caso específico, sei: não flexiono.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
temporada dos afetos
Lá pelas tantas do ano, abre-se as inscrições para a
temporada de afetos furtivos.É o verão chegando,
apesar de tanta chuva e muito cinza graças a deus,
por mim, o verão nunca teria pressa). São tantos os moços
bonitos para se olhar. Uma variedade e todos tão soltos,
tão barbudos e tão dispersos. E pudesse eu teria todos.
Um a cada dia da semana, reinando uma única vez na vida,
como um astro bem colocado no céu de mim. E no meio da dispersão,
no meio da rua, assim, querendo todos, sem querer ninguém.
Aparece o único que quero mesmo. Ainda sabendo que quero
no desejo, não no juízo. Ele ainda é bonito. Cada vez mais.
E eu continuo cabendo perfeita no seu abraço.
Mas ele é ausente e por isso mesmo, está aberta a
temporada dos afetos.
por Mônica Santana no eusouamelie.blogspot.com
temporada de afetos furtivos.É o verão chegando,
apesar de tanta chuva e muito cinza graças a deus,
por mim, o verão nunca teria pressa). São tantos os moços
bonitos para se olhar. Uma variedade e todos tão soltos,
tão barbudos e tão dispersos. E pudesse eu teria todos.
Um a cada dia da semana, reinando uma única vez na vida,
como um astro bem colocado no céu de mim. E no meio da dispersão,
no meio da rua, assim, querendo todos, sem querer ninguém.
Aparece o único que quero mesmo. Ainda sabendo que quero
no desejo, não no juízo. Ele ainda é bonito. Cada vez mais.
E eu continuo cabendo perfeita no seu abraço.
Mas ele é ausente e por isso mesmo, está aberta a
temporada dos afetos.
por Mônica Santana no eusouamelie.blogspot.com
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
EU ME LEVANTO, EU ME LEVANTO, EU ME LEVANTO, EU ME LEVANTO
Você pode me riscar da história
Com mentiras lançadas ao ar
Pode me jogar contra o chão de terra
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar
Minha presença o incomoda?
Por que meu brilho o intimida?
Porque eu caminho como quem possui poços de petróleo
Bombeando na minha sala de estar
Assim como Luas e Sóis,
com a certeza das marés
Como a esperança emergindo da desgraça,
assim vou me levantar
Você não queria me ver quebrada?
Cabeça baixa e olhos para o chão?
Ombros caídos como as lágrimas,
Enfraquecido pela minha alma que chora?
Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem possui
ouro enterrado no jardim
Você pode me atingir com suas palavras
Você pode me dilacerar com seus olhos
Você pode até me matar com seu ódio
Ainda assim, como o ar, eu vou me levantar
Minha sensualidade o ofende?
Será que ela te surpreende?
Como se quando eu dançasse
guardasse diamantes onde minhas coxas se encontram?
Da favela, da humilhação causada pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado pela dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé
Crescendo e espandindo-se, como maré
Deixando pra trás noites de terror e atrocidades
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom dos meus antepassados,
Eu sou o sonho e a esperança do homem escravizado
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto
Dr. Maya Angelou
Com mentiras lançadas ao ar
Pode me jogar contra o chão de terra
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar
Minha presença o incomoda?
Por que meu brilho o intimida?
Porque eu caminho como quem possui poços de petróleo
Bombeando na minha sala de estar
Assim como Luas e Sóis,
com a certeza das marés
Como a esperança emergindo da desgraça,
assim vou me levantar
Você não queria me ver quebrada?
Cabeça baixa e olhos para o chão?
Ombros caídos como as lágrimas,
Enfraquecido pela minha alma que chora?
Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem possui
ouro enterrado no jardim
Você pode me atingir com suas palavras
Você pode me dilacerar com seus olhos
Você pode até me matar com seu ódio
Ainda assim, como o ar, eu vou me levantar
Minha sensualidade o ofende?
Será que ela te surpreende?
Como se quando eu dançasse
guardasse diamantes onde minhas coxas se encontram?
Da favela, da humilhação causada pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado pela dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé
Crescendo e espandindo-se, como maré
Deixando pra trás noites de terror e atrocidades
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom dos meus antepassados,
Eu sou o sonho e a esperança do homem escravizado
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto
Dr. Maya Angelou
terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
em busca de cura
quero me curar, quero estar bem, quero amar ao próximo e a mim mesma. o auto-amor salva.
Benvindo
Quisera eu saber por certo
Tua ausência ter nome de espera
E tua espera ter nome de desejo.
Ah, se me tivesse essa ciência...
Por certo estaria ao seu lado
Num silencioso chamado:
Vinde, é risco perder a paciência.
Tua ausência ter nome de espera
E tua espera ter nome de desejo.
Ah, se me tivesse essa ciência...
Por certo estaria ao seu lado
Num silencioso chamado:
Vinde, é risco perder a paciência.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Fim do mundo é a fé dos preguiçosos
Ando com a impressão que o tal fim do mundo é bem interessante pro mercado. Com a iminência do fim de tudo, o melhor que se pode fazer é usar o máximo, gastar o dinheiro e o corpo, ter o maior número de eletrônicos, cibernéticos, silicônicos, cosméticos, raríssimos, caríssimos, pechinchados, usáveis e inúteis possível, pois em breve você poderá não ter NADA. Nem mesmo esse frágil bem chamado vida. Gastemos os fluidos, tanto os nossos corpóreos quanto os da terra mãe. De que adianta consumir com consciência e minimizar o uso de bens naturais não-renováveis e de lenta decomposição se a qualquer momento a Terra pode virar uma almôndega de carne, sangue, lama e fogo?
Há a galera do fim do mundo que, pelo contrário, está trabalhando para a evolução espiritual, para a elevação antes que este mundo purgatório se acabe, mas em geral é bem mais prático acreditar no fim do mundo e se entupir de coca-cola e MacDonalds...
O fim do mundo é a fé dos preguiçosos.
Há a galera do fim do mundo que, pelo contrário, está trabalhando para a evolução espiritual, para a elevação antes que este mundo purgatório se acabe, mas em geral é bem mais prático acreditar no fim do mundo e se entupir de coca-cola e MacDonalds...
O fim do mundo é a fé dos preguiçosos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
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