quinta-feira, 6 de agosto de 2009

estar sozinha, por mais que nao seja opção neste momento, é a melhor saída para que esta noite acabe bem. lua cheia, período fértil, um amor distante... volúpia contida, transformada em moleton e cabelo mal preso. vontade de vestido, rímel, salto e cigarros charmosos... bebida paga por um interessante e desinteressado objeto de desejo... satisfações da vaidade e, quem sabe?, do corpo... mas deixo isso tudo para as outras, as não-amadas, as livres e libertinas mariposas, pintadas de negro e cinza, forjando a segurança de um grande vertebrado, porém, sendo fatalmente atraídas pelo brilho. ai... quem me dera permitir-me a mariposa. sair só de casa, 01h da manhã, fumando e bebendo uma vodka ruim. encontrar o mais proibido dos pretendentes, fazer-me vítima e usurpadora... gastar o corpo e seus flúidos, pecar contra o grande deus amor. fazê-lo saber: ainda sou mais eu. voltar pra casa desmantelada, bambeando no corpo e na idéia, temendo o dia que se segue, pronta para a redenção ao pouco zeloso e tão proibitivo deus.

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