domingo, 31 de janeiro de 2010

O fim dos tempos... ou o recomeço

Fico com a impressão de que falta para o ser humano a percepção holística da própria condição de humanidade. Estamos sempre jogando em grupos, escolhendo facções e noções do correto. Paralelamente, estamos sempre escolhendo o que não é digno de igualdade, o que é errado. Definimos parâmetros, às vezes tão desapropriados, para dividirmos as pessoas entre 'os nossos' e 'os outros', sendo que a noção de certo e errado vai depender do contexto em que o indivíduo se encontra, seu estado de espírito e sua construção histórico-social. Por que simplesmente não conseguimos pensar em nós mesmos enquanto uma unidade? Seria este um recurso de sobrevivência e 'evolução' inerente ao 'bicho homem'? Será que não é o momento de transformarmo-nos em um outro bicho? Porque as inúmeras verdades, contraditórias entre si, da humanidade parecem ser todas, ou quase todas, grades mentiras. O uso do conceito de 'verdade' me parece ter sentido apenas em um contexto de dominação, sendo, portanto, facilmente desconsiderável quando se pensa na humanidade em contraponto a sociedades. Assim, eu, de livre e espontânea vontade, abro mão de formular verdades, apenas busco conjecturas. Eis aqui mais uma.

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