Ando com a impressão que o tal fim do mundo é bem interessante pro mercado. Com a iminência do fim de tudo, o melhor que se pode fazer é usar o máximo, gastar o dinheiro e o corpo, ter o maior número de eletrônicos, cibernéticos, silicônicos, cosméticos, raríssimos, caríssimos, pechinchados, usáveis e inúteis possível, pois em breve você poderá não ter NADA. Nem mesmo esse frágil bem chamado vida. Gastemos os fluidos, tanto os nossos corpóreos quanto os da terra mãe. De que adianta consumir com consciência e minimizar o uso de bens naturais não-renováveis e de lenta decomposição se a qualquer momento a Terra pode virar uma almôndega de carne, sangue, lama e fogo?
Há a galera do fim do mundo que, pelo contrário, está trabalhando para a evolução espiritual, para a elevação antes que este mundo purgatório se acabe, mas em geral é bem mais prático acreditar no fim do mundo e se entupir de coca-cola e MacDonalds...
O fim do mundo é a fé dos preguiçosos.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
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