sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

não sei o que é. seria o maldito inferno astral? ou será o retorno de saturno tornando as coisas tão difíceis que a interpretação alheia de uma tentativa de aproximação é vista como agressividade? ou será que é a minha essência? bélica, frai-ki indissociável, prestes a partir para um outro mundo onde a guerra faz sentido. juro que não tenho resposta... talvez a alternativa correta seja a TAA: todas as alternativas anteriores... eu sei que exagero de quando em quando e que também não sou uma pessoa fácil e dócil. mas tem coisa que não consigo engolir... são grosserias, babaquices que não se diluem no meu espectro de aceitável ou compreensível, que é bem amplo. questões pontuais que me demonstram que o problema talvez esteja em mim: a minha incapacidade de obter respeito. minha natureza apolítica e relativista me torna uma pessoa não-respeitável. humilhável, descartável, não-confiável... eu tenho vergonha de mim e ao mesmo tempo tenho todo o orgulho. eu sei que quem me aponta não é melhor do que eu. o mundo espera o comportamento padrão e esse não me diz respeito. os padrões, deixo aos apadrinhados. eu não tenho pai nem padrinho nem patrão. tenho a mim mesma e a minha fé, minhas mutantes convicções. pela grosseria, verto. fruto daquela feridinha no envólucro dos gêmeos bagos ego e orgulho: a vergonha. minha reflexão, não dou, somente empresto. como um bumerangue, vai conferir o que se passa e volta. nesse caso específico, sei: não flexiono.

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